Diário![]() 15/10/2007 18h26
ADRIANO - O Trovador da Nostalgia
ADRIANO CORREIA DE OLIVEIRA Publicado por FRASSINO MACHADO em 15/10/2007 às 18h26
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ESTATUTO DO ALUNO
AUDIÇÃO PARLAMENTAR DA PROPOSTA DE LEI Nº 140/X - DO ESTATUTO DO ALUNO Publicado por FRASSINO MACHADO em 08/10/2007 às 17h22
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PUBLICIDADE, CONSUMISMO E EXPLORAÇÃO
«CARTA ABERTA AO MUNDO»
Por Assis Machado, em nome da Família Machado Exma. Administração das SELECÇÕES DO READER’S DIGEST Apartado 1868 1018 Lisboa Codex Nota Introdutória – Antes de publicar esta nossa Carta quero esclarecer que o conteúdo da mesma remonta à data de 15 de Fevereiro de 1986 por alturas de uma fase desenfreada de Campanha internacional desta destacada Empresa. Sendo assim esta nossa posição de hoje tem apenas um objectivo pedagógico-literário, sem aquela carga emocional de protesto intencional que na altura lhe pusemos. Apenas afirmamos que o objectivo em vista com essa atitude foi plenamente atingido. Concluindo, queremos agradecer aos actuais directores administrativos da Reader’s Digest, aos quais cumprimentamos cordialmente, o facto de terem levado em conta esse nosso protesto, pois desde essa data até hoje – e já lá vão vinte e um anos – jamais voltaram a insistir no envio para a nossa mansão da massacrante publicidade. «Após termos recebido, eu e meus familiares, a correspondência de teor mercantil por V. Excias enviada e, não aguentando já a acção dos titãs de Hermes – vencida que foi a nossa resistência a Cronos – eis-nos respondendo de uma vez por todas, e pela última com certeza, à Vossa ousada persistência em conquistar-nos, isto é, colonizar-nos lançando-nos na rede dos interesses puramente económicos e, por consequência, anti-humanistas. Pondo de parte as vossas justificações de índole cultural e sociológica que, na nossa perspectiva, não correspondem à verdade nem sequer às necessidades prioritárias do mundo a que se dirigem, sendo por isso altamente demagógicas, reputamos de injustas e exploratórias as vossas estratégias publicitárias. É que Cultura, justiça e razão caminham sempre de mãos dadas quer nos reportemos à clientela de Atena ou apenas fiquemos nos meandros dionisíacos que brotam inconscientes da alma ingénita popular do seio da qual se sente advir o calor da sabedoria. Quiçá, todo o mundo sabe que injustiça e exploração jamais encaixam com a Cultura e como tal os vossos métodos, navegando ao sabor do Mito, do qual são meros agentes, resultarão fatalmente, mais tarde ou mais cedo, em rotundos fracassos... Já vai para dois anos que assistimos, impávidos e serenos, às vossas representações e investidas no campo da tragédia comercial. Mas passaram sempre ao nosso lado os dardos que foram lançados ao sossego deste santuário familiar onde as preocupações culturais ultrapassam de longe as meras orgias quotidianas destinadas não à difusão de ideias humanistas mas, e sempre, à acumulação da riqueza oriunda do manuseamento do “metal” que de Apolo só apenas reflecte a cor das suas periferias. No seu interior esta acumulação comporta temerariamente as trevas e as poeiras que de Hades incarnaram sua essência. Estamos certos que as Vossas tentativas não continuarão porque, e não ousando nós sermos o Prometeu mítico do heróico culto helénico, a todo o homem que se sente apoiado no Logos institucional e ( porque não? ) constitucional resta sempre uma oportunidade para, vencido Cronos, repor a objectividade das coisas, a justiça do oráculo racional e também o direito da defesa e da integridade doméstica de quaisquer cidadãos. Porque, como dizia o Príncipe dos filósofos, “a virtude não vem da riqueza e da exploração, mas sim estas daquela”, cremos estar certos da justeza da nossa posição. Ademais, fazemos votos que as vossas tarefas de ordem económica e financeira não ultrapassem as raias da Razão e do justificável (colocando de permeio insinuações tendentes à manipulação e à burla, o que reputamos de minimamente lamentável!) mas antes sigam um verdadeiro caminho de autêntica informação/formação de âmbito integralmente humanista e cultural. É que Verdade e Hombridade sempre foram e hão-de continuar a ser o sal e o húmus da sabedoria e da cultura sociais. Reconhecendo, entretanto e todavia, as vossas altas competências, salvaguardadas as vossas originais e mais honestas ideias, auguramos para Vossas Excias os melhores auspícios e reiteramos sinceros votos de um maior alargamento dos já conseguidos êxitos no campo cultural e empresarial. Ficaremos sempre ao Vosso dispor e, agradecendo desde já a Vossa atenção somos com a máxima consideração, Família Machado. » Publicado por FRASSINO MACHADO em 26/05/2007 às 15h28
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ESCRAVATURA EM PLENO SÉCULO XXI !
Após dois séculos depois da abolição do tráfico de escravos, cerca de vinte e sete milhões de homens, mulheres e crianças, em todo o mundo, continuam a viver em escravatura - à sombra da mais vil ignorância ou insensibilidade dos Estados !
Tal como antigamente os escravos de hoje são forçados a trabalhar sem salário, ou recebendo quantias ridículas - se é que recebem - e continuam sendo vendidos como objectos e controlados pela mais ignóbil violência. De acordo com dados de diversas Organizações Internacionais, como o Amnistia Internacional e a Organização Internacional do Trabalho - que pelos vistos se sentem impotentes e/ou "algemados" para criar soluções dignas de seres humanos - actualmente vivem em rigorosa escravidão entre oitenta e noventa mil pessoas. Apenas estes que se conhecem dos foruns das Convenções. Mas não acreditamos que essas mesmas Organizações não tenham conhecimento de números muito mais alargados! A Mauritânia, em África, está referenciada como o país onde há mais tráfico de seres humanos. Diariamente centenas de africanos são capturados e vendidos por árabes berberes a pouco mais de onze euros por pessoa. No Sudão um escravo africano fica bastante mais caro: ultrapassa os sessenta e quatro euros por pessoa. As mesmas Organizações conseguiram apurar que é nos países do sul do Continente Asiático - Índia, Paquistão, Bangladesh e Nepal - que se encontra a maior população de escravos do mundo. E compreende-se dada a quase ignorância de cálculos rigorosos demográficos devido a zonas onde a população é praticamente incontrolável. E entre a Europa e os Estados Unidos da América o tráfico de pessoas atinge os oitocentos mil escravos por ano. Esta traficância, segundo cálculos abalizados por peritos, renderá à volta de 25, 5 mil milhões de Euros, anualmente. Além do óbvio trabalho escravo, o tráfico de pessoas processa-se sobretudo na dinâmica de redes internacionais de prostituição e, imagine-se, na angariação de enormes fileiras de exércitos sem nome e de rebeldes profissionais ao serviço de poderes ocultos. Implicam estas realidades uma força decisiva de coesão : o medo pura e simplesmente da morte sempre eminente no horizonte. Nestas últimas situações, os casos mais flagrantes são os de países como a Serra Leoa, República Democrática do Congo e Sudão. AS CRIANÇAS SOLDADOS - Em todo mundo, mais de meio milhão de crianças, com idades entre os 7 e os 17 anos, foram recrutadas à força em mais de oitenta e cinco países para engrossar exércitos e grupos de guerrilha. O processo de transformação de crianças em soldados implica treino, tortura, fome e a prática de actos de terrível violência, quase sempre pairando ameaças sobre os respectivos familiares. É caso para perguntarmos a nós mesmos - em pleno Século XXI, enquanto o homem já navega no Cosmos - neste nosso Planeta Terra tudo parece que está a andar para trás. Até quando ? Adaptado por Prof. Assis Machado Publicado por FRASSINO MACHADO em 26/05/2007 às 03h44
![]() 12/05/2007 13h18
O ABORTO DA CONCORDATA
Por
Assis Machado Bento XVI, na sua já polémica visita ao País das Liberdades – o Brasil – terá sentido, de uma forma bem intensa e inesperada, o amargo da desilusão. Presidente Lula da Silva contribuiu inconscientemente, logo à chegada do Papa, para que se instalasse de imediato esse clima propício. À sua chegada às Terras de Vera Cruz o Sumo Pontífice não abalizou com toda a objectividade a dimensão do terreno minado que pisava. E vai daí exibiu perante o Estado brasileiro o sempre melindroso dossier de uma Concordata Bilateral inter-Estados, sem acautelar as devidas reservas diplomáticas. A resposta a esta “proposta”, por parte de Lula da Silva, a fazer-se fé na grande maioria dos órgãos de comunicação social, foi um Não! A sugestão ( entenda-se directiva ) do Vaticano de uma Concordata para tempos futuros exigiria por parte dos dois Estados um estudo prévio e aturado das condições existentes nos respectivos países, bem assim um estudo objectivo das realidades históricas da mentalidade social vigente. Ora uma Concordata proposta assim, a frio, ainda por cima num tempo em que questões como o casamento pela Igreja, o aborto, o divórcio, a homossexualidade, os privilégios eclesiais, o laicismo educativo, etc, estando já mais que debatidas e assumidas pela generalidade da população, estava desde logo condenada à partida, isto é, ela mesma morreu à nascença que é como quem diz, abortou. Num país de francas liberdades – desde o longínquo e glorioso grito do Ipiranga, no qual Dom Pedro traçou pela força da espada e do coração os rumos certos de um horizonte futuro – e da crença quotidiana na força do destino e da alegria de viver, em que uma filosofia de vida assente no imediato das realizações está mais que consolidada e assumida, ou não fora o Brasil o país do Carnaval, um acordo em que a hipocrisia e o odor a mofo estão mais que embrenhados só poderia ter este desfecho: o Não ! E não será por esta via que o Vaticano chega lá. Com ou sem Ratzinger no leme o caminho só pode ser um: o da abertura aos sinais do Tempo e o do diálogo inter-povos. Qualquer outra metodologia estará sempre condenada ao fracasso. E isto não tem nada a ver com o espírito religioso e muito sui generis do povo brasileiro, no que diz respeito a questões de crença e de fé. A problemática de hoje é bem distinta daquela que se viveu no passado. No presente há que olhar de frente as realidades, debatê-las e, no essencial, optar pelas melhores soluções consensuais. As teorias sacralistas e fora de moda já não encontram eco nas preocupações existenciais dos povos. No nosso Século XXI há que apostar no neo-humanismo militante que traz no seu bojo, desde cedo, aquelas energias positivas que vão atraindo cada vez mais as novas gerações. Publicado por FRASSINO MACHADO em 12/05/2007 às 13h18
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