CANTO DE FRASSINO

Os meus horizontes são de Vida e de Esperança !

Diário
10/01/2007 18h10
MISSIVA A PROPÓSITO DOS "MAGOS DO OCIDENTE"
Caríssimo e estimado amigo,
Dr. Daniel de Sá,

Senti hoje imenso prazer em receber pelo correio a «encomenda rica» que me enviou. Bem haja pela sua amizade e solicitude. Não sei como lhe hei-de pagar ... a não ser enviando-lhe os dois últimos e insignificantes poemas que fiz a semana passada a propósito dos Reis. Eles vão em anexo, como é habitual nestes casos. Se quiser, depois, pode enviar-me ( por e-mail, mesmo ) uma crítica o mais 'serrada' possível acerca destes textos. A sua alta competência garantir-me-á futuras e/ou eventuais incorrecções...
Quanto ao quotidiano, por cá, raramente algo acontece que possa estimular os "artistas menores" - já que dos maiores libera nos Domine - que os bens disponíveis para a cultura são cada vez mais raros, que se há-de fazer ? O que ainda vai animando alguma gente culta desta insignificante Capital, são uma ou outra Tertúlia ( sem jantar, claro ) nomeadamente a nossa «Tertúlia Poética Ao Encontro de Bocage» que se vai esforçando por deitar algumas areias no charco... Todavia, no sábado transacto, cometemos a proeza de conseguir 'casa cheia', não por causa dos nossos méritos, como é óbvio, mas pelas tais 'pedrinhas no charco' que fazemos questão em continuar subrepticiamente praticando.
Bem, continue e enviar notícias dessas bandas ocidentais, ok ? É que elas são sempre um lenitivo benfazejo para quem, como nós, milita dia a dia neste "deixa andar" bocejante.
Receba um cordial abraço do seu poetAmigo sempre
Frassino Machado

Publicado por FRASSINO MACHADO em 10/01/2007 às 18h10
 
04/12/2006 15h02
O CONQUISTADOR APOSTÓLICO
No âmbito da Igreja Católica ocorreu, na semana transacta, um dos maiores feitos de que há memória. Foi seu protagonista nada mais nada menos que o Papa Bento XVI.
O sucesso da sua visita à Turquia foi, a todos os níveis, notável. Matou “dois coelhos” de uma só cajadada, como diz a sabedoria popular. De um só folgo atingiu plenamente os seus dois objectivos previstos para esta Visita Apostólica: debelar, diplomaticamente, o famigerado contencioso com o mundo islâmico que – desnecessariamente – havia sido criado inadvertidamente um mês antes, aquando da sua visita à Alemanha e concretizar uma aproximação dialogante e concreta com a Igreja Ortodoxa Oriental, principal desiderato apostólico projectado para o seu Pontificado.
Podemos dizer que esta sua deslocação à Turquia foi um grande sucesso mais pelo facto de ela ter ocorrido num contexto de grande crispação e de grande frieza para com a sua própria pessoa. Em menos de três dias, anulando todos os temores à volta do evento, Bento XVI conseguiu impor a sua personalidade e prestígio perante o mundo não católico e, direi mesmo, perante todos os sectores descrentes da sua própria Igreja que, quer queiramos quer não, guardava no seu íntimo uma séria reserva para com o Pontífice.
Não esqueçamos que ficara uma como que subreptícia decepção na sequência da sua eleição como Papa. Falara-se mesmo, nos bastidores do Conclave, na forma algo estranha como Ratzinger se “impôs” aos seus pares, valendo-se da sua alta experiência e prestígio no interior do Vaticano. Tratar-se-ia, portanto, de um verdadeiro “tráfico de influências” à boa maneira de meandros caciqueiros.
A serem verdadeiros tais boatos, com esta enorme vitória diplomática e não só, o Papa eliminou dum só folgo essa suspeitosa vaga de fundo contra o seu real valor e competência.
E se ele ja havia sido, durante o Pontificado de João Paulo II, o renitente “Cardeal Guardião da Fé” tornou-se com este inalienável sucesso o “Conquistador Apostólico” da Cidade Eterna.
E que melhor carisma para o seu Líder Espiritual poderá uma Igreja ( como a Católica ) ambicionar ?

prof. Assis Machado

Publicado por FRASSINO MACHADO em 04/12/2006 às 15h02
 
19/10/2006 07h26
O MURO DA HUMILHAÇÃO !!!
ABAIXO O MURO !

Vários Países da América Latina,liderados pelo MÉXICO, bem protestaram, mas de pouco lhes serviu... George Bush, acabou por assinar o "Projecto" que prevê a criação de um muro de betão de 1.120 Kms entre o seu país e o México. Trata-se de tentar travar as ondas de imigração para o "país dos dólares" ( o sonhado El-Dorado ) ... O próprio Bush reconhece, ao resistir durante meses ao Senado americano, que se trata de um acto contraproducente ! Veja-se : até ele já consegue pensar direito. A China resolveu o problema milenar das ordas invasoras com as suas Grandes Muralhas ? A URSS e a RDA resolveram este problema com o seu "Muro da Vergonha" ? Resolverá Israel o seu contencioso com os Palestinianos, com o "Muro da Tristeza"? E os países da América Latina já lhe chamam O MURO DA HUMILHAÇÃO !

Ó TEMPUS, Ó MORES !!!

Publicado por FRASSINO MACHADO em 19/10/2006 às 07h26
 
17/08/2006 16h25
LÍBANO - GUERRA OU FICÇÃO ?
Foi anunciado há dias, com pompa e circunstância, que a luta travada entre os Israelitas e os denominados guerrilheiros do Hezbollah - "os combatentes de Deus" - tinha chegado ao seu termo. Pelo menos no que diz respeito à questão do cessar fogo. Quando a luta, entre estas duas frentes atingia o seu máximo recrudescimento e ninguém vislumbrava no horizonte uma solução viável para o conflito – mesmo sabendo-se que todos os dias eram mais que muitas as propostas, oriundas das mais longínquas e obscuras proveniências ( entenda-se "conveniências" ) – eis que surge, finalmente, como que saída de uma varinha de condão, a solução mágica que parece contentar os mais acérrimos intervenientes.
O fogo tonitruante e arrasador das mortíferas armas calou-se, numa destas madrugadas, lá para a banda das terras do Líbano... Haja Deus, qualquer que Ele seja, que o mundo pelos vistos ainda não está perdido! Parece que as humanas e distintas mentes pensadoras ainda não estão em vias de extinção!
Mas, como não podia deixar de ser, esta dramática luta fratricida gerou de imediato um palco exibicionista lamentável. Os dois lados da contenda -
esquecendo-se das imagens reais de destruição, desolamento e morte que a cada minuto e hora que passa todo o mundo vai testemunhando, vieram por ostentação reivindicar a sua mais que evidente vitória neste conflito ! Ora, francamente, como é possível tanto cinismo e, direi mesmo, tanta deshumanidade!
Quase toda a dimensão do território libanês, nomeadamente as zonas urbanas, encontram-se reduzidas a escombros. Serão incalculáveis os danos causados aos bens dos cidadãos. Uma terça parte da população deste país reduzida à extrema miséria e sujeita à fome, à penúria e à humilhação. Mais de dois mil mortos e de dez mil feridos em estado irreversível. Mais de cem mil deslocados procurando entre os escombros possíveis alguma nostálgica recordação... se é que isso será algum dia possível ! E vêm os maiorais das duas bandas litigiosas gritar ao mundo: ganhámos !!!
É preciso coragem para tanta hipocrisia! Os dois lados da guerra "acordaram" um cessar fogo ! Mas, que guerra ? Que guerra, repito eu ? Não se tratará, antes, de um intervalo na exibição de um filme de ficção que, longe vá o agoiro, poderá seguir dentro de momentos ? Tudo dependerá, não tenhamos dúvidas, da maquia em dólares que for exibida. E realço a minha convicção de que esta contenda mais parece uma encenação para acerto de contas ou birras entre gente que, convenhamos, carece abundantemente do miolo primacial do género humano...
Ó tempus, ó mores, diriam os velhos senadores romanos à vista de uma das maiores hecatombes de toda história mediterrânea – "delenda est
Carthago" – vão-se para sempre os mais profundos valores da nossa tradição!
E a novíssima terra da Fenícia – a da era da globalização – mesmo ali à vista.

Frassino Machado
15 - 08 - 2006

Publicado por FRASSINO MACHADO em 17/08/2006 às 16h25
 
06/07/2006 14h05
CAÍU A NOITE NA BAVIERA
Mais uma vez se cumpriu a tradição. Na « hora da verdade » a missão portuguesa que todos ansiáva-mos falhou. Causas ? Pois ... O combate ocorreu mas foi "impreciso", "inconsequente", "intermitente", embora tenaz, mas não forçante ! Faltou talvez aquela energia de antes quebrar que torcer, como
noutras alturas já demonstrámos. Mas, enfim, deixo uma interrogação: será que o exemplo deixado pelos «nossos homens», na frente da batalha, teve
correspondência na rectaguarda, isto é CÁ ? Isto é, em cada um de nós ? Pois!!! Metamos a mão na consciência e não sejamos hipócritas ! Assim, aquele princípio basilar dos "vazos comunicantes" jamais funcionará... e palavras leva-as o vento!
Neste contexto determinista – que não pessimista – que tracei acreditem que o nosso sonho colectivo não passa de balofo... não tem substância, nem conteúdo. É como aquelas modas que chegam e que vão conforme o apetite de circunstância ! Todavia, resta-nos ainda a última palavra: um lugar no pódio que, quer se queira quer não, é o lugar dos eleitos. Façamos força consistente para que esse desiderato vire realidade.
Caiu a noite na Baviera mas não deixemos que ela caia na nossa alma, na nossa vontade e na nossa determinação. Façamos desta Campanha em terras germânicas um ponto de partida para novas iniciativas colectivas... a começar pelos sítios do nosso quotidiano.

Frassino Machado

Publicado por FRASSINO MACHADO em 06/07/2006 às 14h05



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